27 de jul de 2013

Fôlego


Mar a dentro
Eu carrego os meus amores para as profundezas do mar
onde os problemas cotidianos não sabem nadar
As pequenas rusgas, a louça acumulada e não lavada,
a calça mal passada, tudo isso fica lá na beira da praia,
no raso das relações
Um amor verdadeiro, um sentimento profundo
só pode sobreviver quando as nossas pernas não podem mais
alcançar o fundo do mar
Quando os corpos submersos já não podem mais ser vistos,
apenas tocados
Quando as únicas coisas expostas são os rostos colados,
as mãos envolta dos pescoços, os lábios salgados e os cabelos
emaranhados
Os olhares ficam assim perdidos, sem direção,
e a bússula já não mais indica o norte, sul, o leste e o oeste
Dizer "eu te amo" no fundo do mar é a única forma segura
de fazer com que este sentimento não se afogue,
e que sobreviva às tempestades, às ondas gulosas,
vivendo eternamente, sem jamais naufragar

Fôlego fala sobre a profundidade do amor. O amor é o exercício de uma construção diária. Para colocá-lo em pé, não tem fim-de-semana, feriado ou férias. É um esporte a ser praticado um pouco a cada dia.
Para ilustrar fôlego escolhi duas etiquetas, feitas em momentos distintos, para a marca de moda praia e lifestyle BYANA.



A primeira etiqueta desenvolvida e produzida foi feita em fundo damask, em duas variantes de cores: fundo branco com logo em musgo antigo e aquarele, e fundo preto com logo nas mesmas cores. Já a segunda etiqueta, feita anos mais tarde, tem o fundo em cetim nas cores de fundo off-white e preto. O fundo é trabalhado em motivos florais (bordado na mesma cor do fundo), como se o mesmo fosse um papel de parede.

Como cenário para as fotos, coloquei as mãos na massa - ou melhor, nas tintas e pincéis - e construí um oceano feito de lápis aquarela. Isso é o que eu chamo de um cenário com vista para o mar.
















Recado do dia: O PIB do Brasil é o anão de jardim da China.


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