29 de jan. de 2013

Além do horizonte, um arco-íris


Ano novo. Novas férias. O destino, a pedido de Marina, minha filha, foi o Rio de Janeiro. Este é o segundo ano que nos bronzeamos nas areias de Ipanema. Nós dois adotamos a cidade como nosso balneário nada particular.


Os dez dias de descanso valeram pelos outros trezentos e tantos de trabalho que temos pela frente.


Comentei com ela que há muitos anos não via um arco-íris. Ela, carregando em sua bagagem nove anos de vida, disse-me que não se lembrava de já ter visto algum.

No último dia 20 de Janeiro, dia de aniversário do Rio, fomos ao shopping Leblon curtir um pouco aquele dia que resolvera fazer-se cinza.


Na volta, convidei Marina para que fizéssemos o caminho andando pela calçada da orla, onde caminharíamos do Leblon, rumo à Ipanema. Era final de tarde e o tempo parecia um pouco melhor naquele momento.


Já estávamos caminhando quando escutei ao longe um som que vinha da praia. Ao aproximarmos, vimos que se tratava de um show promovido por algumas empresas; um grupo musical se apresentava no meio de duas tendas. Saímos da calçada e nos dirigimos à praia, onde encontramos um lugarzinho em meio à pequena multidão.

Tive que convencer Marina a ficarmos, já que as crianças não têm muita paciência para este tipo de coisa. Quando dei por mim, estava dançando timidamente, tentando acompanhar o ritmo da música; ao meu lado encontrava-se um vendedor de amendoim que já havia deixado o trabalho e estava ali curtindo o momento com uma lata de cerveja na mão. Começamos a conversar. O Rio é assim. Basta estar ao lado de alguém desconhecido para que queiramos estabelecer um diálogo. No mínimo, uma troca de palavras. Como bom vendedor que se preste, ele nos convenceu a comprar um pacotinho de amendoim. Papo, amendoim, som, praia e bastante vento; este era o cenário em que estávamos mergulhados dos pés à cabeça.


De repente, Marina chama-me a atenção:
- Pai, olha lá um arco-íris!

Olhei à minha direita, e lá estava ele. Lindo, desfilando suas cores no horizonte delineado pelo mar, a areia e a cidade.


Assim como nós, todos ali presentes também se renderam aos encantos daquele convidado inesperado.

A noite veio surgindo e com elas as luzinhas das casas incrustadas no morro Dois Irmãos. Aquela paisagem mais parecia um presépio.


Quando finalmente a banda se preparava para tocar CHOVE CHUVA, a chuva chegou. Quando vi, eu e Marina estávamos apinhados em uma das duas tendas em meio aos músicos, instrumentos musicais e turistas que - como nós dois - foram pegos de surpresa pela chuva. Ficamos ali um tempão até que a mesma foi embora.


Terminava ali o dia em que o arco-íris novamente fez-se presente em minha vida. Para Marina, este fora o primeiro de todos os outros que ainda virão; e espero que sejam muitos.

Desejo a você, que está neste momento lendo este primeiro post de 2013, que tenha um ano repleto de arco-íris: os reais, os imaginários e os metafóricos. Feliz 2013.

ARCO-ÍRIS

Na íris de teus olhos
mora um lindo arco-íris
Mesmo quando te vejo em branco e preto
posso enxergar o azul profundo de teu mar
O verde esmeralda que se espalha na floresta de teu corpo
O vermelho que derrama vida em minha corrente sanguínea
O laranja que não sabe existir além do branco e vermelho
E  o violeta que espalha flores nas noites de meu caminho

Um comentário:

  1. Que bom que você está de volta e, certamente, trouxe na bagagem histórias maravilhosas!

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