30 de mai de 2013

Carro de corrida


Eu era o seu carro de fórmula 1
Você era o meu autódromo
Corria feito um louco seguindo o traçado de seu corpo
Não derrapei por um segundo sequer
Nem me perdi nas ultrapassagens
A única parada foi para a troca de pneus: começara a chover suor 
do meu corpo sobre o seu
Era tudo o que eu precisava para vencer a corrida
Quando vi já estava na última volta
Olhei pelo retrovisor e não vi adversário
Pisei fundo no acelerador e alcancei a reta final
Foi quando eu vi o tesão acenando com a bandeira
Os pontos acumulados faziam-me o mais novo
campeão mundial


Carro de Corrida fala de amor, sexo e do corpo feminino, com seus traçados cheios de curvas, algumas mais suaves, outras perigosas. Para não cair nos abismos, é preciso dirigir com muita cautela e habilidade. Não se recomenda uma viagem destas para um principiante. Muitos incautos já derraparam e caíram no abismo; quando isto acontece, blau-blau: já era.

Lembrei-me agora da música SEU CORPO, de meu mestre Roberto Carlos: "No seu corpo é que eu encontro...Depois do amor o descanso...E essa paz infinita..."


Para ilustrar a poesia, apresento agora um tecido que desenvolvi para a designer de acessórios SARAH CHOFAKIAN neste último verão.


Ele traz em sua estampa mandalas de sapatos. A base utilizada foi o tafetá, com fundo em sarja diagonal. Foram quatro as variantes feitas: fundo begônia com bordados em terremoto e salmão; fundo água com bordados em  piper e off-white; fundo água com bordados em barbados e salmão; e fundo rosa e bordados em coral e off-white.)









Como cenário para as fotos escolhi a escultura Torso Feminino (1939), de Victor Brecheret, exposta no MUBE (Museu de Escultura), em São Paulo.










































Frase do dia: Mosca com chip: já vem programada para pousar na sopa dos chatos de plantão.



As imagens que abrem este post são da campanha de lançamento de um novo carro da Lexus, que usou as curvas do corpo de uma modelo para construir uma pista real de corrida.