27 de out de 2011

Casamento à prova de cunhado(a) invejoso(a)


Quem não tem ou já teve um cunhado(a) que, de tão invejoso(a), os olhos chegam a ficar gordos cada vez que você aparece com alguma promoção no trabalho, uma viagem de férias, um apartamento novo, um carro da hora ou até mesmo uma roupinha bacana.


Não tem jeito: é comprar ou ganhar alguma coisa legal que os olhos dele(a) se enchem de inveja na hora. É o popular olho gordo. Pra combater este tipo de gente, só mesmo fazendo tudo certinho, de uma forma tão perfeita que não deixe nenhuma frestinha que dê a ele(a) o prazer de achar um só defeitozinho.


Marcelo Bacchin é um destes profissionais competentes que você pode contar na hora de fazer a sua festa de casamento, aniversário, batizado ou outra qualquer que mereça uma bela comemoração. As festas comandadas por ele e sua equipe (alô, alô, Daniele) não deixam margem às línguas ferinas daqueles daqueles(as) que adoram achar defeito onde não existe. Prova disto são as fotos feitas com o tecido motivo ARABESCOS que desenvolvi para ele e que foi usado nestas it-festas.


Encontrei esta matéria que traz justamente este casamento cenografado por Marcelo Bacchin. Ela saiu no Anuário BELLA NOIVA.


A cor e a textura são muito especiais. Usamos um tom fendi no fundo e bordamos os arabescos em fio de lã rosa antigo.

 

O tecido é realmente mágico e como dissemos no título, já vem blindado contra olho-gordo.

25 de out de 2011

Ela acreditou na sorte e a sorte apostou nela

fiz uma intervenção na ilustração de Hiroshi Tanabe, com o tema de hoje

Todos nós somos supersticiosos. Uns mais,outros menos. Alguns dizem que não, em tempo algum, porém basta saberem ou ouvirem algum acontecimento terrível para que - num gesto inconsciente - batam três vezes em qualquer pedaço de madeira salvadora que apareça pela frente. Eu, pessoalmente sempre acreditei na sorte. Aliás, acho que ela pode ser um divisor de águas na vida de qualquer pessoa. Um encontro inesperado. Um fato fora de hora. Um acontecimento fora de contexto. Basta um segundo. Apenas um segundo para separar você da vida enfadonha que levava a um segundo atrás. E você acredita que tem gente que acredita que as joaninhas são prenunciadoras da sorte? Pois é, se algum dia você tiver a sorte de uma joaninha pousar em suas mãos, braços ou pés, pode acreditar: a sorte chegou.


Agora, cá entre nós, pra que ficar esperando a sorte pousar em você em forma de joaninha, se você pode ir ao encontro dela em uma das lojas da Sarah Chofakian? Basta comprar uma das sapatilhas de joaninha feitas pela designer em sua última coleção.


Eu lhe garanto: com uma sapatilha destas nos pés, fica impossível você não se achar uma mulher de sorte.

arte do tecido
o tecido

Além das sapatilhas, Sarah fez também lindos porta-níqueis e molesquines utilizando a estampa.


Quem também gostava de estampar joaninhas em usas criações era o designer italiano Gianni Versace, por quem nutro uma profunda admiração. Para mim ele foi o rei das estampas. Não tinha medo das cores fortes e do lirismo e poesia encontrados no universo lúdico.


Os japoneses também exploram muito as joaninhas em sua criações, sejam roupas ou acessórios.


21 de out de 2011

Este blog está sendo invadido! Mas por um ótimo motivo!


Hoje resolvi invadir este blog. O motivo é simples: é o aniversário deste cara que eu tanto admiro: Beto Tozzi! Pra mim, há mais de 30 anos (nossa!), Cacá Tozzi!
Quero aqui deixar registrado o quanto eu prezo essa pessoa tão íntegra, tão especial, tão amiga e, como se não bastasse, tão talentosa!
É um privilégio enorme ser sua amiga!
Parabéns!


Claudia Endlein

20 de out de 2011

Quando o vento bater forte, olhe para um bambu. Você vai aprender uma grande lição.


Existem muitos provérbios chineses a cerca do bambu. Dentre os que mais gosto está o que diz: QUANDO O VENTO SOPRA O BAMBU CEDE; QUANDO O VENTO PÁRA, O BAMBU NÃO EMITE SOM. O vento significa as adversidades da vida, os momentos difíceis, os desparazeres pelos quais passamos e muitas vezes nos desesperamos. O dobrar-se ao vento - qualquer que seja a sua intensidade - nos ensina que devemos aceitar as adversidades que recaem sobre nós, porque se assim o fizermos, poderemos nos curvar até tocarmos o chão, porém não quebraremos jamais.


A segunda parte do provébio nos fala sobre a importância do silêncio e do vazio que ele traz. Devemos esvaziar-nos das preocupações advindas de um passado distante ou remoto que nada mais pode nos acrescentar ou alterar, e de um futuro que não podemos antever ou se quer imaginar. Estarmos presentes aqui e agora. Esta é a grande lição.


Walter Rodrigues é um importante designer de moda brasileiro, cuja trajetória profissional é marcada pelo universo oriental, mais especificamente o japonês.


Suas criações são pontuadas pela limpeza, leveza e fluidez presentes neste universo.


Desenvolvi para ele dois tecidos - a pedido de seu assistente de estilo na época - cujas temáticas são os bambus e as cestarias feitas de fibras vegetais.

 A base utilizada foi o cetim invertido, com o desenho bordado em uma cor. A construção é matelassada, através da junção de dois tecidos presos por fios que formam pequenos losangos dispostos lado a lado.

 
 
 

18 de out de 2011

Índio quer apito. Isto é o que você pensa!


Foi-se o tempo em que índio queria apenas apito, espelhinho, colar barato e outras bujigangas afins. Os índios de hoje, pelo menos os americanos, vão à Harvard estudar e depois voltam às suas aldeias de origem para praticarem o que aprenderam com os ianques. É a chamada globalização invadindo a aldeia.


Pelo menos aquelas aldeias que resistiram aos inúmeros ataques dos brancos ao longo dos tempos. As armas utilizadas por eles nem sempre foram as de fogo, incluindo aqui a malária, o tifo, a tuberculose, a gonorréia, o mercúrio derramado nas águas virgens dos rios pelos garimpos clandestinos e outras " cositas más". Tudo em nome do tal progresso.


No caso brasileiro, o mesmo progresso estampado em nossa pátria bandeira.


E foi nesta terra brasilis, mais especificamente na aldeia de Piratininga, que criei este tecido inspirado no universo indígena por encomenda de Sandra Silveira, importante designer de sapatos, que desenvolve coleções para as mais renomadas grifes femininas do país.Sandra incumbiu-me de criar a estampa a partir de duas imagens de seu acervo pessoal: uma de uma palmilha de sapato, e outra de uma veste de inspiração indígena de um desfile internacional.


Eis aqui o resultado deste trabalho em duas versões diferentes: uma em preto e cru, utilizando como fio de fundo o algodão, e outra multicolorida, utilzando fios de poliéster sobre base de tafetá.


Veja como o mundo dá voltas: as antigas brancas das melhores castas européias que antes vestiam a nudez das pobres índias de então, hoje vestem-se de modelitos inspirados nas parcas roupas das índias do passado.


15 de out de 2011

La Belle de Jour


A bela da tarde. É assim que você vai parecer ao usar esta bolsa que acabou de aparecer no jardim de verão da Santa Lolla.


Isto, claro, se você usá-la à tarde. Mas se quiser usá-la pela manhã ou à noite, ficará igualmente bela.



Desenvolvemos este tecido a partir da imagem de um brinco-de-princesa, flor símbolo do Rio Grande do Sul.


Das três variantes apresentadas ao cliente, duas foram as escolhidas: fundo off-white com bordado em salmão, bordô e café, e fundo preto com bordado em prata, carvão e cinza claro.


Catherine Deneuve precisou fazer um filme de muito sucesso para ficar eternizada como a bela da tarde. Você só precisa de uma bolsa da Santa Lolla.